Compromisso do Presidente Romeu Sabará

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Pessoalmente quero destacar quatro propostas que foram incorporadas como minha condição para assumir a delicada função de presidente,

A primeira delas era - Resolver em definitivo a questão do Museu de Folclore Saul Martins como meta fundamental em função de alguns encaminhamentos. Tinha, eu, algumas posturas críticas com relação aos encaminhamentos. O fato da Prefeitura de Vespasiano ter acolhido o museu de Folclore em um momento difícil de conseguir local para guarda e conservação do museu, não justifica, como querem alguns, o fato dela ter deixado o museu abandonado de forma a haver desvios e deterioração de muitas peças. Além do que não se justifica a Museu de Folclore ficar isolado na Cidade de Vespasiano sem poder ser visitado, sendo que poderia ficar no município, mas à beira da Rodovia que leva ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, ou em Belo Horizonte, como capital do Estado, para ter visibilidade.

A segunde era - Acionar o Ministério Público de Proteção ao Patrimônio Público se preciso fosse.

Para tanto bastaria à Comissão Mineira de Folclore municiar o Ministério de documentos e arrolar nomes de pesquisadores que lidaram com a questão. Tenho certeza que o Ministério Público se sensibilizaria com a questão e, possivelmente, chamaria ao caso o Estado e a Prefeitura Municipal de Vespasiano para buscar uma solução viável. Não estaria fora de questão solicitar à Assembleia Legislativa de Minas Gerais declarar o Museu de Folclore como patrimônio cultural do Estado

A quarta e última proposta era – Priorizar pesquisas e estudos sobre as indústrias populares tradicionais mineiras

Devia-se a duas ordens de razões. Uma delas é porque, de certo modo viria corrigir a tendência de folcloristas de centrar estudos em festas, danças religiosas e música folclóricas como se folclore fosse coisa somente de católicos e de caráter lúdico. Se dependesse disso, durante a pandemia do coronavírus o folclore desapareceria.

Quando não, dando importância exclusiva ou demasiada a lendas e mitos. Com isso deixando de lado a cereja do bolo – atividades econômicas tradicionais, indústria caseira e artesanato com fonte de vida e fonte de renda – e ficando distante de movimentos de defesa do meio ambiente economia sustentável e outros Com relação ao quarto e último ponto – Retomar os projetos Imersão, Rodas de Conversa; Cursos livres, técnicos, formação de folcloristas, seminários de comunicação, e outros – no dia da eleição, ainda mas antes dela, repassei para os sócios, em tempo, a minha posição, dizendo:

Quer se queira ou não, para que o Folclore seja visto, não somente como fato folclórico, mas como objeto de pesquisa e estudos, e seja respeitado como atividade acadêmico-científica das Ciências Sociais, precisa ser pautado por padrões-científicos de pesquisa dessas ciências, para não ser visto somente como hobby romântico. Sem isso, incorreríamos nos erros do amadorismo. Assim pensando, duas posturas irão orientar minha atuação

  1. Entender o Folclore como um ramo cientifico da Antropologia Social, devendo recorrer a seus métodos e técnicas de estudos e pesquisas. Isso, na condição de pesquisas e estudos de folclore, seja ele entendido ou não como cultura popular ou cultura tradicional.
  2. Entender a Comissão Mineira de Folclore em sua dupla condição:
    1. seja como centro de estudos e pesquisas. de folclore, cultura popular ou cultura tradicional;
    2. seja como dentro de formação de estudiosos de folclore, entendido ou não, este, como cultura popular ou cultura tradicional.

Quanto aos itens 3, 8 e 9, o Vice-Presidente. MauroWerkema ficou credenciado pela Diretoria para cuidar das tratativas relacionadas aos mesmos, ou seja – Consolidar a Sede Física para CMFL; - Firmar parceria com SECULT /MG para apoio de parceiros que contribuam para a manutenção do acervo; Dar andamento as conversas e articulações para aquisição da Sede e demais necessidades junto ao Secretaria de Estado Cultura e Turismo;

Quanto as item 4 - Aquisição e reestruturação do Acervo da CMFL - e ao item 5- Revisar os levantamentos efetivados junto a SEC-MG; IEPHA, Secretaria de Interiorização /MG – os sócios – Ione Amaral e José Moreira ficaram credenciados pela Diretoria a tratar do assunto.

No ensejo, quero comunicar que, conincidentemente, estou revendo. para editar, ainda, neste ano, uma obra relativa a este assunto em questão -Antropologia e Folclore: ambiguidades e preconceitos. Trata-se de monografia que foi redigida para atender minha demanda como professor do Curso de Pós-Graduação (lato sensu) em Folclore e Cultura Popular no que foi o Centro Universitário Newton Paiva. Essa seria a minha contribuição para o tema.

Romeu Sabará da Silva
Presidente