49a. Semana Mineira de Folclore

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Raimundo Nonato de Miranda Chaves

26 de agosto, 19:30 horas, auditório da Fundação Municipal de Cultura, professor José Moreira de Souoza declarou aberta a reunião da Assembléia Geral da Comissão Mineira de Folclore. Em seguida, distribuiu o Carranca, edição 03-2015, julho-setembro. fez ligeiro comentário sobre o boletim e passou à ordem do dia:

  1. Representação mineira à VII Jornada Nacional Integrada de Ações de Folclore, realizada em Aracaju - SE, nos dias 28 a 31 de julho p.p.
    Em Aracaju, reuniram-se, com a Comissão Nacional, as comissões estaduais, para o fim de discutir a preparação do o XVII Congresso Brasileiro de Folclore. Presidente Moreira, representante da CMFl à citada reunião, comentou: o evento patrocinado pela Prefeitura Municipal de Aracaju - Fundação Municipal de Cultura foi organizado de forma exemplar, recepção de alto nível, partiipação com alegria e esntusiasmo, durante quatro dias de trabalho.
    As Comissões Estaduais, regra geral, não estão bem estruturadas. Muitas delas nem fazem eleições, periodicamente, funcionam com um presidente vitalicio. A falta de estrutura mínima dificulta vencer a burocracia num ambiente repleto de regras, normas, detalhes, na maioria das vezes desnecessários, senão contraditórios.Ora, folclore é o estudo do saber popular - esta é a preocupação do folclorista. O folclorisa não tem o DNA de mercado, mas tem que se defender no mundo onde a politica tem o mercado como seu deus.
    Este é o cenário: comissões desorganizadas,num ambiente mercantilista. E,o grande objetivo do XVII Congreso Nacional de Folclore é discutir a organização, a estruração das Comissões Estaduais; é encontrar meios de sustentabilidade destas comissões, sem dependência do poder público. Moreira continua: o poder político, a academia e a tradição popular têm interesses diferentes e, muitas vezes, conflitantes; o que torna mais difícil o trabalho do folclorista, importante elemento do terceiro grupo. Isto é o mesmo que dizer: além do ambiente mercentilista, da desorganização das comissões tem-se ainda que considerar a academia a opor dificuldades.
    Ainda considerando a sustentabilidade da CMFl, Moreira comentou, rapidamente, sobre criar Fundação Mantenedora conforme proposições de Carlos Felipe uma e Antônio de Paiva Moura outra.
  2. Sobre a realizaçãodo XVII Congresso Brasileiro de Folclore, Moreira anunciou que o PRONAC aprovou o projeto enviado pela CMFl e, aprovou também a captação de recursos no valor de um milhão e seiscentos mil reais. No entanto, esta captação de recurso condiciona, conforme prescrito no artigo 18 da lei 3.313, a obrigação de doar parcela de recursos próprios. Em vista disto, a CMFl enviou ao PRONAC pedido de alteração da captação conforme prescreve o artigo 26 da mesma lei, segundo o qual a doação será integralmente deduzida do IR devido pela empresa doadora.
    Discutiram-se dificuldades de captção considerando o cenário atual: político e econômico do país. A discussão terminou com o pedido do presidente para que todos se envolvam, buscando idéias sobre captação de recursos.
  3. Alterações da Carta do Folclore Brasileiro, que deverão ser discutidas, em assembléia das comissões estaduais, ao final do congresso. O pressidente teceu comentários sobre a alterações já consolidades e pediu que cada um estudasse o documento que ele distribuira, por e-mail, para cada associado da CMFl.